Demissão é um dos temas que mais paralisa donos de empresa. Não por falta de clareza sobre o problema — mas pelo desconforto da conversa, pela culpa antecipada, pela dúvida sobre se chegou a hora. E com isso, a decisão se arrasta por meses enquanto o time inteiro sente o impacto.
A maioria dos donos que já precisou demitir alguém diz a mesma coisa depois: "devia ter feito isso antes". Raramente ouço o inverso.
Cada semana que você adia uma demissão necessária é uma semana que o resto da equipe paga o preço.
Os sinais que a maioria ignora
Não existe um único gatilho. É um conjunto. Quando vários desses sinais aparecem ao mesmo tempo — e persistem depois de conversas claras — é sinal de que chegou a hora:
- Desempenho consistentemente abaixo do esperado, mesmo após feedback direto e prazo para ajuste
- Comportamento que afeta negativamente o restante da equipe: reclamações constantes, conflitos recorrentes, descumprimento de combinados
- Ausência de melhora após uma conversa formal com expectativas claras e prazo definido
- Você percebe que reformula o trabalho dele antes de entregar ao cliente — o custo oculto de manter alguém que não entrega
- A equipe perdeu a confiança nele — e você percebe isso nas dinâmicas do time
- Valores incompatíveis com o que você quer construir: desonestidade, falta de comprometimento estrutural, postura que contradiz a cultura
A conversa antes da demissão
Antes de demitir, é importante ter havido pelo menos uma conversa formal com expectativas claras, prazo definido e registro do que foi combinado. Isso serve a dois propósitos: dar ao funcionário a chance real de reverter — e documentar que a empresa cumpriu com o processo.
Quando a conversa acontece e a melhora não vem no prazo acordado, a decisão de desligamento já está tomada antes da reunião de demissão. Você não vai demitir por impulso — vai executar uma decisão que o próprio processo construiu.
Como conduzir a demissão com respeito
A conversa de demissão não precisa ser longa. Precisa ser clara, direta e respeitosa. Comece pelo ponto principal — não deixe para o final. Explique o motivo de forma objetiva, sem listar todos os erros acumulados. Agradeça o tempo da pessoa na empresa. Explique os próximos passos práticos.
Demitir nunca é simples. Mas manter alguém que prejudica o negócio e o time por medo do desconforto da conversa é uma escolha que tem custo — e ele recai sobre todos os outros.
Reflexão: existe alguém na sua equipe cuja permanência você já questionou mais de três vezes nos últimos 30 dias? Se sim, provavelmente já é hora de ter a conversa — mesmo que ela seja difícil.
que você está adiando?
Uma conversa de 60 minutos ajuda a estruturar o raciocínio sobre pessoas — e a tomar decisões difíceis com mais clareza. Sem custo, sem compromisso.
Falar com Thales →